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Tarô de Crowley - Palavras-Chave (Hajo Banzhaf & Brigitte Theler)



Aleister Crowley foi sem sombra de dúvidas o maior mago do século XX. Denominando-se a "Besta do Apocalipse", marcou o cenário esotérico com sua presença e carisma unidos ao conhecimento que detinha. Criou o Tarô de Crowley com todo aparato simbólico, desenhado por Lady Frieda Harris, que foi publicado junto com seu livro The Book of Thoth, pela primeira vez em 1971, fugindo ao simbolismo tradicional do baralho.

Um dos mais populares da atualidade, o Tarô de Crowley é a culminação de todos os estudos dele sobre Astrologia, Numerologia, Cabala e Ocultismo.

Em Tarô de Crowley — Palavras-chave, Hajo Banzhaf e Brigitte Theler expõem de forma didática 18 maneiras de disposição das cartas, descrevem detalhadamente a simbologia de todos os Arcanos Maiores e Menores e no final de cada uma fornecem o seu atributo astrológico.

"Cada carta é, em determinado sentido, um ser vivo, e suas relações com as
vizinhas são o que se poderia chamar de diplomáticas. Ao estudante cabe a
tarefa de incorporar estas pedras vivas a seu templo vivente."

Aleister Crowley

Teurgia

Ilustração: "Fausto de Goethe" - Rembrant


A palavra Teurgia é grega e provém de theoi, "Deuses," e ergein, "obra", significando não somente "Obra Divina" mas também "Obra de Deus " ou "produzindo a obra dos deuses ", e foi utilizada em contraste com a teologia, que meramente discutia sobre os deuses, e teoria, a pura contemplação filosófica e intuitiva promovida por Plotino.

Em seu conceito literal, Teurgia é uma palavra criada pelos neoplatônicos da Escola de Plotino e Amônio Saccas para caracterizar um tipo de magia, em que a produção de fenômenos estava subordinada aos movimentos de expansão da consciência, sendo uma conseqüência indireta das ações da consciência. Por ser um conceito excessivamente sutil, passou para o vernáculo de forma simplificada, como a prática mágica que envolve comunicações com os anjos e os espíritos planetários (vide Cabala e Enoch).

Diferentemente da Teologia, a Teurgia não se baseia em uma contextualização religiosa de fundo histórico e social, e sim numa percepção intrínseca sobre a natureza do Divino, proveniente de místicos de todas as eras. A Tradição iniciatória universal não pode ser considerada uma contextualização histórica, tal como a teologia, visto que sempre existiu em todos os povos e em todas as épocas.Na própria Grécia, considerada a sede da vertente da filosofia e do racionalismo, a tradição iniciatória existiu durante toda a história grega, no eixo que vai de Orfeu a Apolônio de Tiana, passando por Pitágoras, Platão, Plotino e as instituições de mistérios de Elêusis e da Samotrácia.A compreensão humana acerca da natureza do divino só pode ser desenvolvida de forma parcial e através de “aproximações sucessivas” e insights. A mente finita não pode, obviamente, entender o infinito. Pode captá-lo parcialmente através de sua intuição espiritual.

Os protomagos da época clássica, que praticavam (ou se esforçavam para tal) a animação de imagens, eram conhecidos como TEURGOS. Sempre existiu uma estreita relação entre a Teurgia e as doutrinas herméticas e gnósticas. Ambas foram influenciadas pelo idealismo platônico, que sustentava que os objetos materiais não passavam de reflexos, impermanentes e imperfeitos da verdadeira “realidade”.

Um exemplo rústico, como "cavalo", apenas para ajudar a compreensão da teoria: Todos os cavalos do mundo são reflexos de uma cavalo ideal e eterno, que reúne a essência de todas as qualidades que constituem a “condição de cavalo".

O texto mais sagrado dos teurgos era o "Oráculo da Caldéia”, coletânea de sentenças atribuídas a Zoroastro, o reformador da religião persa, as quais, entretanto podem ter sido recopiladas (ou talvez escritas) por Juliano, neoplatônico do século II d.C.Da vida de Juliano sabe-se muito pouco. Autores pagãos de épocas tardias apresentam-no como um teurgista dotado de grandes poderes, capaz de invocar até aos deuses para que se “incorporassem” de forma tangível, viajar em espírito ou controlar fenômenos atmosféricos.

Magia - Uma Introdução

Das palavras persas magi ou magus (sábio), MAGIA é a ciência que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam entrar em contato com os aspectos ocultos do Universo e da Divindade.

A magia, segundo seus adeptos, é muitas vezes descrita como uma ciência que estuda todos os aspectos latentes do ser humano e das manifestações da natureza. Trata-se assim de uma forma de encarar a vida sob um aspecto mais elevado e espiritual. Os magos, utilizando-se de atividades místicas e de autoconhecimento, buscam a sabedoria sagrada e a elevação de potencialidades do ser-humano.


A magia seria também a ciência de simpatia e similaridade mútua, como a ciência da comunicação direta com as forças sobrenaturais, um conhecimento prático dos mistérios ocultos na natureza, intimamente relacionada as disciplinas ditas ocultas, como o hermetismo do antigo Egito , como a Alquimia, a Gnose, a Astrologia.


No final do século XIX ressurgiu, principalmente após a publicação do livro A Doutrina Secreta, de Helena Petrovna Blavatsky e pela atuação da Ordem Hermética do Amanhecer Dourado (Hermetic Order of the Golden Dawn), na Inglaterra, que reviveu a magia ritualística e cerimonial.


A prática da magia requer o aprendizado pelo iniciado de diversas técnicas de autocontrole mental, como a meditação, visualização e contemplação. Franz Bardon, proeminente mago do século XX, afirmava que tais exercícios tem como objetivo equilibrar os quatro elementos presentes na psique do mago, condição indispensável para que o praticante pudesse se envolver com energias mais sutis, como a evocação e a invocação de entidades, espíritos e elementais (seres da Natureza), dentro de seu círculo mágico de proteção. Outras práticas mágicas incluem rituais como o de iniciação, o de consagração das armas mágicas, a projeção astral, produção de amuletos e a manipulação de símbolos e outros com objetivos particulares.



P.S.: Essa pequena introdução à Magia tem como objetivo dar apenas o passo inicial ao Universo oculto dos Iniciados.

Legião - Um olhar sobre o Reino das Sombras (Trilogia O Reino das Sombras - Volume I) - Robson Pinheiro (pelo espírito Ângelo Inácio)



Sombra e luz, escuridão e claridade. Essa realidade dupla forma o interior do ser humano, que tenta negar-se a cada dia, enganando-se. A maioria das pessoas quer ser apenas luz. Recusam-se a identificar a sombra que faz parte delas. Religiosos de um modo geral falam de um lado sombrio, diabólico, umbralino, como se esse lado escuro fosse algo externo, ruim, execrável. Até quando negar a realidade íntima?

Até quando adiar o conhecimento do mundo interno? Inúmeras tentativas foram realizadas para conscientizar o homem terreno de que as chamadas trevas exteriores são apenas o reflexo do que existe dentro dele. Sob a condução do espírito Pai João, o mesmo pai-velho de Aruanda, romance anterior do espírito Ângelo Inácio, entregue-se a uma viagem inesquecível pela paisagem extrafísica que certamente revelará mil e um aspectos surpreendentes.,

Hermes Trismegisto


Circe oferecendo a taça a Ulisses (John William Waterhouse)

Sobre o Segundo Círculo

Esse blog não tem grandes pretensões... Não quer virar material de consulta de ninguém... Antes de tudo, pretende ser um canal de comunicação entre pessoas (que se conhecem) e tem objetivos em comum muito claros: auto-conhecimento e troca de informações a respeito dos temas propostos... Espiritualidade, mitologia, arte, ocultismo, religiões e tudo o que deriva disso... Bem-vindos são todos que se identificarem com essa filosofia.